JOAQUIM GOMES DE ALMEIDA

O saudoso historiador amparense Dr. Áureo de Almeida Camargo, em sua Efemérides Amparenses, informa em 4/2/1880: “Joaquim Gomes de Almeida é eleito Juiz de Paz com 162 votos. Voluntário da Guerra do Paraguai, onde alcançou o posto de Tenente-Coronel. Chefe da Estação da Mogiana, por ocasião de sua inauguração em 1875. Escrivão de Paz do Registro Civil. Faleceria no dia 21/2/1908.” (EFA, 35).
Alguns outros dados sobre esse valoroso militar foram encontrados. Ele já ocupava um cargo na Justiça em 10/11/1879, quando pleiteou o recebimento de custas judiciais. (Atas, 4:18v). Em 7/1/1881 o Tenente-Coronel Joaquim Gomes de Almeida prestou juramento do Juiz de Paz. (Atas, 4:47). Em 17/5/1883 era Contador interino do Juízo. (Atas, 4:138). Em 8/11/1883 Joaquim Gomes de Almeida era o Contador do Juízo. (Atas, 4:161)
Quando da separação do Cartório de Paz do da Subdelegacia, em 24/9/1885, foi proposta a nomeação de Joaquim Gomes de Almeida para Escrivão de Paz, o que foi aprovado pela Câmara. (Atas, 5:39)
Em 4/3/1886 o Comendador Joaquim Pinto de Araújo Cintra escusou-se de assumir cargo de vereador, do qual era suplente, por incômodos de saúde (Atas, 5:66v). Foi então convocado, em 26/5/1886, o Tenente-Coronel Joaquim Gomes de Almeida, que declarou não poder assumir a vereança, por estar exercendo os cargos de Escrivão do Juízo de Paz e da Subdelegacia, pelos quais optava. (Atas, 5:83). Sua presença nesse cargo é registrada ainda em 17/5/1888 (Atas, 6:123) e em 25/7/1892. (Atas, 8:82v)
Não encontramos ainda qualquer dado familiar desse suplente de vereador, mesmo porque ele não consta da Genealogia Paulistana de Silva Leme.