José Pires Pimentel pareceu a princípio ser campineiro, pois um desse nome foi jurado em Campinas. (Jolumá Brito). Outro pode ser o que foi casado com Miquelina Maria de Jesus, pais de Fabrícia Maria de Jesus, natural de Santa Rita, mas freguesa de Bragança, a qual casou no Amparo em 9/9/1871 com Joaquim de Freitas Nunes, viúvo de Eliziária Maria da Conceição (esta sepultada em Amparo) (CA-6:32). Na verdade, por incrível que pareça, é um até então desconhecido meu tio-avô, irmão de meu avô Camilo Pires Pimentel. Só foi possível identifica-lo como tal porque numa ata ele é chamado de “irmão de Damásio Pires Pimentel”, este também irmão de meu avô.
Na ata da sessão da Câmara de 3/1/1876 consta a indicação do vereador Pires de Godoy para chamar o Procurador demissionário das Obras da Matriz, Jorge Franco do Amaral, a prestar contas, indicando também que fosse chamado José Pires Pimentel, Procurador das Obras da Matriz; indicação aprovada. (Atas,3:271)
Eleito vereador para o quatriênio 1877/1881, José Pires Pimentel ainda era Procurador das Obras da Matriz. Em 22/1/1877 consta uma proposta de Pires Pimentel: “que sendo ele cobrador dos impostos das obras da Matriz é incompatível com o cargo de Vereador, por isso pedia exoneração”. A Câmara deliberou substituir o cobrador e manter o vereador. (Atas,3:307/308)
Da ata da sessão de 5/5/1879 consta também que o vereador José Pires Pimentel havia sido Procurador da Câmara. (Atas, 4:9v)
Em 26/5/1879 surgiu um incidente sobre um livro extraviado onde se faziam os lançamentos das quantias recebidas para as obras da Matriz. Na ocasião se afirmou que esse livro “há de existir entre os papéis do vereador Pimentel, ou de seu irmão Damásio Pimentel, que nele também fazia lançamentos”. (Atas, 4:11)
Na ata de 6/6/1881, ele, chamado de “ex-vereador”, pede a liberação de animais de pessoa de sua família que, tendo fugido do pasto de José Feliciano de Camargo, “além do Camanducaia”, haviam sido apreendidos vagando pela cidade. (segundo minha saudosa mãe José Feliciano de Camargo era nosso parente – provavelmente era sogro ou cunhado de José Pires Pimentel). (Atas, 4:62/62v). José Pires Pimentel era negociante e vendeu para a Câmara objetos para a segurança da cadeia, além de formicida. (Atas, 4:74) Em 1883 era credor da Câmara de 4:0047$700 (quatro contos e quarenta e sete mil e setecentos réis), quantia avultada, por serviços prestados em consertos na Rua das Flores. (Atas, 4:119v)A Câmara recusou-se a pagar, alegando que Pires Pimentel deveria cobrar de Antônio Gonçalves Ferreira, que fora o encarregado desse serviço. (Atas, 4:125v). Na sessão ordinária de 18/9/1884 consta uma reclamação de José Pires Pimentel e outros contra o abuso praticado pelo chefe da estação da Mogiana, Sr. Sabino, “de receber mediante paga, constantemente, grande quantidade de sacas de café, para despacha-las como se fosse comissário, isto nos armazéns da Companhia, não pagando como os outros o imposto taxado pelo Código de Posturas” (Atas, 4:187) Ainda em 27/1/1887 José Pires Pimentel pedia pagamento de fornecimento de formicida numa longa e agressiva peroração contra o calote a esse fornecimento, que atribui ao Capitão José Manuel de Miranda (Atas, 5:113,126 e 136)