O vereador Paulino Xavier de Oliveira (mais conhecido por Paulino Xavier da Silveira) eleito para o quatriênio 1881/1885, foi casado em 1858 no Amparo com Querubina Sousa Melo, filha de Antônio de Sousa Melo, de Mogi das Cruzes, e de Carolina Leopoldina Aranha. Paulino era filho de João Xavier de Oliveira, este batizado em 1801 em Bragança, e que casou no Amparo com Maria Jacinta da Silveira, filha de Francisco da Silveira Franco e de Ana Gertrudes de Campos. João Xavier de Oliveira foi um dos maiores patriarcas do Amparo, tendo deixado vasta e ilustre descendência.
Paulino foi homem abastado, com terras nos bairros dos
Fechos, adquiridas em 1875, e de Duas Pontes (1º of., 34:119), e casas na cidade, na Rua do Imperador. (Atas,3: 277, 280, 283)
Ao se tratar em 1877 dos preparativos para recepção dos hóspedes Imperiais nesta cidade, a Câmara deliberou “nomear em cada bairro uma pessoa para os ajudarem, sendo nomeados: Antônio Gonçalves de Oliveira Bueno, Luís de Sousa Leite, Paulino Xavier da Silveira e outros. (Atas, 3:323)
Em 3/9/1877, quando da construção do Monumento da Independência do Brasil no Ipiranga, numa das comissões nomeadas para angariar donativos no bairro das Duas Pontes foi incluído Paulino Xavier da Silveira, junto com Domingos Francisco de Moraes e Manuel Carlos Aranha. (Atas, 3:336) –
Em 7/1/1881 foi empossado como um dos vereadores eleitos para o quatriênio 1881 a 1885, junto com Carlos Augusto do Amaral Sobrinho, presidente, Francisco Mariano Galvão Bueno, Joaquim Pio Pupo Júnior e Tristão da Silveira Campos. (Atas, 4:47) Na sessão de 4/4/1881, Paulino Xavier da Silveira, mais votado dos presentes, assumiu a presidência da câmara. (Atas, 4:55v)
Em 18/4/1881, como presidente da sessão, Paulino Xavier da Silveira, foi acusado de trancar caminho no bairro de Santa Cruz da Boa Vista; passou o cargo de presidente, mas a sessão foi suspensa por falta de número. (Atas, 4:57v) Em 6/6/1881 foram ouvidas as explicações de Paulino Xavier da Silveira sobre o trancamento do caminho. (Atas, 4:62v) Em 4/7/1881, ao apreciar o trancamento da estrada pelo vereador Paulino Xavier da Silveira, a Câmara decidiu que o assunto é de competência do Poder Judiciário, devendo os interessados propor as ações cabíveis. (Atas, 4:65)
Paulino foi fazendeiro em Duas Pontes, mas no final do século XIX foi atingido pela grave crise do Encilhamento e sofreu uma falência.
Paulino e Querubina foram pais, segundo Prestes Barra (PB, 62/69), de:
1 - Major Antônio da Silveira Melo, fazendeiro em Coqueiros, hoje Arcadas, casado com Maria Leme; sem geração.
2 - Querubim da Silveira Melo, casado a primeira vez com Laura Viana e a segunda vez com Clara Lerro, com geração da primeira mulher:
2.1 - Paulino, falecido;
2.2 - Estela, falecida em 1973 aos 83 anos em São Paulo, casada com o Dr. Mariano de Araújo Bacelar, engenheiro ferroviário, pais de:
2.2.1 - Alberto Viana Bacelar, casado;
2.2.2 - Guilherme Viana Bacelar, casado.
2.2.3 - Lauro Viana Bacelar
2.2.4 - Lucília Viana Bacelar
2.2.5 - Maria.
2.3 - Félix Viana de Melo, dentista, casado com Clementina Silva, pais de:
2.3.1 - Leda Silva Melo, professora em Campinas;
2.3.2 - Estela Laura.
2.2.3 - Artur da Silveira Melo, casado com Águeda Leme, com geração;
2.4 - Adelina da Silveira Melo, falecida solteira;
2.5 - Adília da Silveira Melo, gêmea da anterior, casada com Virgílio Bramont; pais de:
2.5.1 - Aristides, já falecido em 1951.
2.6 - Otília da Silveira Melo, casada com João de Sousa Leite, com geração;
2.7 - Florisa da Silveira Melo, casada com seu cunhado João de Sousa Leite,com geração;
2.8 - João da Silveira Melo, casado com Anália da Silva Neves, com geração;
2.9 - José da Silveira Melo, casado com Isaura de Moraes, com geração;
2.10 - Paulino da Silveira Melo, casado com Sara Eugênia Cardoso de Sousa, filha de Manuel Ferreira da Costa, Barão de Famalicão, e de Maria Adelaide de Sousa, portugueses; sem geração;
2.11 - Isaltina da Silveira Melo, casada com Carlos Schmidt Sobrinho; com geração;
2.12 - Joaquim da Silveira Melo, casado com Amélia Lima, sem geração;
Pelos seus sogros, Antônio de Sousa Melo e Carolina, Paulino Xavier da Silveira foi aparentado com
Brasília de Sousa Melo, casada com o Capitão Joaquim Paulino Barbosa Aranha, que foram pais de: Brandina Aranha, casada com o Dr. Luís Leite Júnior (Lulu Leite, filho do Coronel Luís de Sousa Leite e de Deolinda Leite de Sousa Arantes); e com o Major Antônio de Sousa Melo, casado com Maria Luísa de Queiroz Aranha, filha de Antônio Carlos Pereira de Queiroz e de Luísa Eufrosina, esta filha do Coronel José Egídio de Sousa Aranha e de sua primeira mulher Maria Luísa. Com geração. (Prestes Barra, 61/63)