Urbano de Azevedo era filho de João Martins de Azevedo, segundo informa o Dr. Áureo de Almeida Camargo, em “O Cidadão Assis Prado”, 44. Silva Leme informa que ele era fazendeiro em Amparo e “vereador em São Paulo”. Era casado com Sofia Soares de Azevedo, filha de Antônio Carlos de Almeida Bicudo e neta de José Libânio de Abreu Soares, também fazendeiros em Amparo. Sofia era sobrinha do célebre Coronel Bento Quirino, republicano histórico, figura ilustre de Campinas, onde foi presidente de diversas empresas, e sobrinha afim do vereador Joaquim Bernardino de Arruda; era irmã de Isolina Soares Sales, casada com o Dr. Pádua Sales. (Silva Leme, Genealogia, 8:505/506). Pelo seu casamento Urbano de Azevedo era concunhado também do Dr. Hermínio de Lemos, que foi juiz em Amparo. (EFA, 131, 141 – Silva Leme, Genealogia, 8:506, 10-2).
Eleito vereador foi empossado em 7/1/1883, sendo escolhido presidente da Câmara de Amparo para esse ano de 1883, com três votos, no que o Dr. Áureo qualifica de “cochilo” dos vereadores monarquistas (Atas, 4:105).
Urbano Azevedo foi reeleito com apenas dois votos em 7/1/1884 – vários outros vereadores tiveram apenas um voto. (Atas, 4:162v) Urbano de Azevedo estava de licença da Câmara em maio de 1886 (Atas, 5:83). Em 2/9/1886 Muniz de Sousa e Urbano de Azevedo foram multados por faltarem à sessão. (Atas, 5:105v) Em 16/9/1886 Urbano de Azevedo justificou ausência por motivo de saúde. (Atas, 5:109)
Em 1891 comprou de José Raimundo da Silveira Lustosa o “sítio do Alferes Manuel José” (notas do 2º of., 4:3). Como vereador em São Paulo, Urbano de Azevedo e o também antigo morador de Amparo Cândido Mota conseguiram aprovar, em 1906, o famoso “parecer 47”, no qual se reconhecia a urgente necessidade da construção do Viaduto de Santa Efigênia.