ANTÃO DE PAULA SOUSA

Campineiro, sexto dos doze filhos de Bernardo José de Sampaio e de Maria Carolina de Sousa, casou com sua prima Gertrudes Maria de Toledo, filha de João de Sousa Campos e de Maria Joaquina de Moraes, de quem teve 12 filhos (Silva Leme, 1:241, 6-6 - 1º ofício de Amparo em 28/3/1876 – livro 35:194):
1 - Maria Carolina de Sousa de Sampaio, solteira;
2 - Gertrudes Maria de Sousa Toledo, casada com Manuel de Moraes, filho de Domingos Francisco de Moraes e de Antônia Joaquina Bueno de Moraes;
3 - Ana de Paula Sousa, solteira
4 - Olímpia de Paula Sousa, solteira;
5 - Petronilha de Paula Sousa, casada com seu primo José de Sousa Campos Sobrinho, filho do Coronel Joaquim de Sousa Campos e de Maria Joaquina de Moraes, com geração;
6 - Francisco Antão de Paula Sousa, casado
7 - Francisca de Sousa Camargo, casada com Leôncio de Moraes Teixeira, com geração;
8 - José Antão de Paula Sousa, solteiro;
9 - Alice de Sousa Camargo, solteira;
10- Alzira de Sousa Camargo, solteira;
11- Ermira de Sousa Camargo, solteira;
12- Antão de Paula Sousa Filho, solteiro;
Antão comprou uma casa em Campinas e terras na Cruz Coberta em 1860 de seu sogro João de Sousa Campos. (1ºof., 34:196). É a sua primeira aparição nos textos amparenses.
Foi político liberal no Amparo no período do Império e, junto com seu irmão Joaquim de Paula Sousa Camargo, foi um dos envolvidos no conflito ocorrido na Igreja do Rosário em 2 de fevereiro de 1869 entre liberais e conservadores durante a apuração de uma eleição (Efemérides, 34). Passou-se depois para o Partido Republicano e chegou a Vice-Presidente da Câmara Municipal de Amparo. Foi fazendeiro e Juiz de Paz. (O Cidadão Assis Prado, 44).
Sua atuação na política e na vida da cidade foi bastante intensa. Ainda como simples particular já participava dos assuntos de interesse geral. Assim, em 5/10/1864, a Câmara recebeu “Proposta do Cidadão Antão de Paula Sousa para fazer uma ponte no rio Camanducaia nesta Vila, na estrada que desta segue a Mogi-Mirim pela quantia de um conto e setecentos mil réis. E a Camara achando esta proposta sumamente vantajosa deliberou que se oficie ao Governo Provincial, pedindo a quantia de dois contos de reis para a factura da dita ponte e concerto da estrada que segue desta para a dita Cidade de Mogi-Mirim”. (Atas, 1:170v)
Logo foi eleito Juiz de Paz, em 7/10/1868, como se vê da lista dos mais votados para esse cargo – os eleitos parecem ser todos do Partido Liberal e os suplentes do Partido Conservador:- Antão de Paula Sousa, Lavrador, 263 votos, Luis Pinto de Sousa Aranha, Lavrador, 249 votos, Antonio Gonçalves de Oliveira Bueno, Lavrador, 246 votos, Manuel Fernandes Palhares de Andrade, Lavrador, 246 votos. Suplentes: Antônio Rodrigues da Silva, Lavrador, 119 votos, José Gomes Barbosa, Lavrador, 117 votos, Doutor Francisco Antônio de Araújo, Lavrador, 117 votos, Antônio José Alves Cordeiro, Lavrador, 112 votos – há outros com 14 votos e menos. (Atas, 2:76/77v)
Como Juiz de Paz mais votado, couberam a Antão de Paula Sousa as providências para a eleição de 16/8/1871. (Atas,3:56)
Em 8/8/1875, Antão de Paula Sousa vendeu a Fazenda Ribeirão dos Pinheiros, no bairro da Cruz Coberta, em Amparo, a José de Sampaio Penteado e outros,. Ele havia comprado esse imóvel de Maria do Carmo Alves de Assunção e seu filho Gabriel Alves de Assunção. (1ºof., 34:132)
Só chegou à Câmara em 1883. Foi eleito vereador, sendo empossado em 7/1/1883, junto com o Dr. Francisco Antônio de Araújo, Caetano Breton Ferreira Monfort, Antônio Muniz de Sousa, Randolpho Margarido da Silva, Joaquim Manuel de Campos Pinto, Urbano de Azevedo, Albino Alves do Amaral, e o Tenente Joaquim Antônio de Almeida Sobrinho. (Atas, 4:104v) No mesmo dia foi Antão de Paula Sousa eleito vice-presidente da Câmara com 3 votos. (Atas, 4:105v)
Em 13/1/1885, na Eleição de Presidente da Câmara, Antão foi derrotado por Randolpho Margarido da Silva, que obteve 4 votos, contra 3 de Antão. (Atas, 5:1v)
A 2/9/1886 Antão de Paula Sousa anuncia que faltará por 2 meses em razão de viagem e pede licença. (Atas, 5:106)