JOAQUIM ANTÔNIO DE ALMEIDA SOBRINHO

Vereador eleito para o quatriênio 1883/1887, empossado em 7/1/1883, Joaquim Antônio de Almeida Sobrinho já era comerciante em Amparo em 18/4/1871, quando obteve licença “para continuação de negócios”, estabelecido com loja.
(Atas,3:48). Já havia sido candidato à vereança em 1873, ficando como suplente. (Atas,3:147). Mas nessa ocasião elegeu-se Juiz de Paz, com 113 votos. (Atas,3:147)
Também fez parte do Diretório das Obras da Matriz por volta de 1874. (Atas,3:216)
Em 20/3/1876 a Câmara recebeu requerimentos de Joaquim Antônio de Almeida Sobrinho, Manuel de Paiva Moreira e José Manuel Alves Cruz, pedindo restituição de excesso de imposto (o vereador Godoy Moreira se deu como suspeito para o primeiro suplicante). Os pedidos foram indeferidos contra o voto de Elias Gomes. (Atas,3:277, 289, 303 e 4:48v)
Eleito vereador em 1883, também foi escolhido pelos votantes para Juiz de Paz na mesma época. (Atas, 5:127v)
Em 14/6/1888 o Tenente Joaquim Antônio de Almeida Sobrinho multado por não fechar as portas do seu estabelecimento comercial aos Domingos e dias santificados. O Procurador e o Fiscal se recusaram a lhe mostrar o auto de infração. Almeida Sobrinho alegou que a falta de um relógio público impede o exato cumprimento dessa Postura – cada um se regula pelo seu próprio relógio “e o Fiscal pelo dele”, o que gera desencontros. (Atas, 6:134) Em 23/8/1888 foi unanimemente mantida a multa contra o Tenente Joaquim Antônio de Almeida Sobrinho. (Atas, 6:174).
Joaquim Antônio de Almeida Sobrinho, casou três vezes. A primeira com sua prima Francisca Moreira de Almeida, filha do Capitão José Pedro de Godoy Moreira e de Francisca Albertina de Almeida. A segunda vez com Adelaide Idalina Marques, filha de Antônio Pereira Marques e de Benedita Marques. A terceira vez com Adelina de Araújo, filha do Francisco Antônio de Araújo e de Januária de Araújo Roso, neta paterna do coronel Joaquim Floriano de Araújo e de Maria Rosa Leopoldina da Cunha, neta materna do tenente Domingos de Araújo Roso e de Francisca Ursulina, falecida esta em Campinas em 1840. Joaquim Antônio de Almeida Sobrinho já morava em Amparo em 1874, quando adquiriu de Antônio de Freitas Guimarães os prédios n. 5 e 7 do Largo do Rosário. Posteriormente, comprou de José Pedro de Godoy Moreira também as casas n. 3. 5 e 8 da Rua do Rosário. Em sua casa foi fundado o Club 8 de Setembro em 1885. Foi comerciante, subdelegado, juiz de paz, vereador, agente do Correio, eleitor, presidente da Junta Paroquial e tesoureiro das obras da Matriz. Era natural de Limeira. Faleceu em Amparo em 1932.
Entre seus descendentes estão:
1 – Dr. Artur Moreira de Almeida, bacharel e magistrado, amparense, casado duas vezes. A primeira com Lucila Engler, filha de Alfredo Engler e de Rita Teixeira Engler. A segunda vez com Almerinda Engler, irmã da primeira mulher.
2 - Noêmia Marques de Almeida, depois Noêmia de Almeida Camargo, casada com o Dr. Laudo de Almeida Camargo, amparense, filho do Coronel João Belarmino Ferreira de Camargo e de Francisca Viegas de Arruda Leme. O Dr. Laudo de Almeida Camargo foi promotor de justiça e juiz de direito,culminando sua carreira como Presidente do Supremo Tribunal Federal e se consagrando como uma glória da magistratura brasileira. Teve sete filhos entre os quais
3 – Dr. Áureo de Almeida Camargo, amparense, advogado, historiador, o maior pesquisador do passado de Amparo, casado com D. Zuleica de Almeida Camargo, filha do Dr. Domingos José Coelho Júnior e de Teresa Coelho. Pais de:
2.3.4.2.1 - Ana Maria de Almeida Camargo, historiadora, professora da USP.
2.3.4.2.2 - Laudo de Almeida Camargo, médico, já falecido.
4 – Dr. Laudo de Almeida Camargo Filho, advogado, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, casado com Maria Lacombe de Camargo, filha de Domingos Otávio Jacobina Lacombe e de Maria Anunciada Cavalcanti de Albuquerque.